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COVID-19: ATUALIZAÇÕES



Embora o foco da página seja saúde sexual, estamos vivendo uma situação à parte na história da saúde pública. Por isso, para manter atualizadas as orientações e informações em relação à pandemia do Coronavírus, compartilho o Informe organizado pela Dra. Mariana Vantini Soares, com dados sobre cuidados domiciliares em relação ao COVID-19. Em caso de novidades, esse post será editado para manter as referências sempre atuais.




"Olá!


Caso você tenha sido considerado por uma equipe de saúde como caso suspeito OU confirmado de coronavírus (COVID-19), fique tranquilo (a)! As informações abaixo irão

ajudá-lo (a) em sua recuperação ou no cuidado de alguém com a doença.


O que é o coronavírus? Como posso ter pego essa doença?


Como o próprio nome diz, trata-se de um VÍRUS . Existem vários tipos de coronavírus que podem causar doença em humanos, mas atualmente estamos vivendo uma PANDEMIA do novo coronavírus, conhecido como COVID-19 (ou seja, estão ocorrendo casos da doença no mundo todo, não apenas em um país ou região).


Esse vírus foi identificado pela primeira vez em dezembro de 2019, na China. Ainda não sabemos se foi transmitido de algum animal silvestre para o ser humano, embora essa

seja a principal suspeita. Mas já sabemos muitas coisas sobre esse novo vírus.


Sabemos que ele pode ser transmitido de pessoa para pessoa, através de GOTÍCULAS. Ou seja, quando você espirra ou tosse, pequenas gotas (gotículas) de saliva podem contaminar outras pessoas através da respiração ou se depositarem em objetos (como mesas, celulares etc). Se você tocar um objeto contaminado e, em seguida, tocar os olhos, nariz ou boca, também pode adquirir a doença.


Por isso é tão importante manter BOAS PRÁTICAS DE HIGIENE e seguir as orientações da quarentena, caso tenha sido infectado: para não se contaminar ou não espalhar essas gotículas! O vírus não é transmitido pelo ar! Assim, o vento (ar) não transmite a doença, apenas o contato com as gotículas infectadas.


Quais são os sintomas mais comuns da doença?


Os sintomas geralmente são febre (acima de 37,8°C), tosse, dor muscular, cansaço, coriza

e falta de ar. Os casos graves podem apresentar febre alta, pneumonia e dificuldade para respirar. Você com certeza já notou esses sintomas em muitas outras doenças. Por isso, para suspeitarmos que alguém possa ter o novo coronavírus, não basta ter os sintomas: também é necessário, nos últimos 14 DIAS , ter tido contato PRÓXIMO com alguém com a SUSPEITA ou CONFIRMAÇÃO da doença OU ter viajado para regiões onde haja transmissão LOCAL do COVID-19 OU estar apresentando sintomas respiratórios, mesmo sem contato com caso suspeito ou febre (edit: 21/03/20).


Qualquer tipo de contato poderá transmitir a doença?


Não! Apenas o contato próximo com quem tem o diagnóstico de COVID-19. Ou seja:


● Cuidadores ou quem teve contato com alguma secreção (sangue, urina, fezes, saliva etc) de uma pessoa contaminada SEM O USO ADEQUADO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO.


● Contato físico ou permanência dentro do mesmo ambiente (local de trabalho, classe, casa ou reunião), por mais de 15 minutos a menos de 2 metros de distância.


● Viajar próximo (menos de de 2 poltronas em qualquer direção) em qualquer meio de transporte.


Como posso saber se possuo a doença?


Se você preencher os critérios para ser considerado um caso suspeito, poderá ser coletado um swab (uma espécie de cotonete) do nariz e boca para avaliar se você possui o vírus. Mas atenção! O exame para detectar o COVID-19 NÃO É OBRIGATÓRIO ! Sua realização vai depender das orientações do Ministério da Saúde. Casos leves podem ser tratados sem qualquer tipo de exame.


Acompanhe os casos de coronavírus em tempo real



Quem possui maior risco de desenvolver uma forma mais grave da doença?


A maioria das pessoas (80%) irá desenvolver uma forma leve da doença, principalmente crianças e adultos jovens, podendo ser medicados e observados em suas casas. Porém, 1 a cada 5 pessoas (20%) pode precisar de cuidados hospitalares. Em geral, são pessoas acima de 60 anos com doenças crônicas (pressão alta, diabetes, doenças do coração, pulmão ou câncer). Por conta disso, é absolutamente compreensível que as pessoas se preocupem com a pandemia do COVID-19. Porém, nós podemos nos organizar para nos protegermos, protegermos aqueles que amamos e nossa comunidade.


O que fazer se fui diagnosticado ou estou com a suspeita da doença?


Fique em casa: pessoas com sintomas leves da COVID-19 devem ficar em quarentena em suas casas. Evite ir ao trabalho, escola, áreas públicas, usar transporte público e taxis. Faça repouso, mantenha-se hidratado e com uma alimentação saudável.


Evite contato com outras pessoas em sua casa: quem estiver com a doença deve, idealmente, ficar em um quarto e banheiro separados e bem ventilados. Evite ao máximo compartilhar ambientes e não receba visitas. Caso isso não seja possível, respeitar a distância mínima de 1 metro da pessoa doente (por exemplo, dormir em camas separadas). O ideal é designar uma pessoa com boa saúde, sem doenças, para ser seu cuidador.


Limite seu contato com pets e outros animais: da mesma forma como o contato com outras pessoas deve ser evitado, também devemos limitar o contato com animais (evitar acariciar, beijar, ser lambido ou compartilhar comida). Ainda não existem relatos de transmissão da doença para pets ou outros animais, mas essa medida é recomendada até que surjam novas informações sobre o vírus. Peça para alguém tomar conta do seu pet enquanto você estiver doente. Quando isso não for possível, lave suas mãos antes e depois do contato e utilize máscara cirúrgica.



Ligue e avise com antecedência: caso seja necessário procurar uma unidade de saúde, sempre que possível, ligue e avise a unidade que você é um caso suspeito ou confirmado da doença. Isso irá permitir que a unidade se prepare para recebê-lo, tomando precauções para evitar que outras pessoas se exponham ao vírus.


Utilize máscara cirúrgica: se você estiver doente, utilize a máscara cirúrgica o máximo de tempo possível, principalmente quando estiver ao redor de pets e outras pessoas. Se não for possível utilizar a máscara (se ela causar, por exemplo, problemas para respirar), além de medidas de higiene respiratória rigorosas (ou seja, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar com papel descartável), se você precisar entrar em contato com alguém, essa pessoa deverá utilizar máscara cirúrgica. Seu cuidador sempre deve utilizar máscara cirúrgica quando estiver na mesma sala que você.


Máscaras e luvas: As máscaras não devem ser trocadas durante o uso. Se a máscara ficar molhada ou suja, ela deverá ser substituída imediatamente por uma nova, limpa e seca. Para remover a máscara, não toque na frente, mas remova o cordão por trás. Descarte imediatamente após o uso e realize a higiene das mãos. Evitar o contato direto com fluidos corporais (fezes, urina, saliva, sangue, sêmen, etc). Use luvas e máscara descartáveis para fornecer cuidados orais ou respiratórios e ao manusear fezes, urina e resíduos. Realize a higiene das mãos antes e depois de remover as luvas e a máscara. Não reutilize, em hipótese alguma, máscaras ou luvas descartáveis.



Cubra seu nariz e boca ao espirrar ou tossir: cubra com um lenço descartável seu nariz e sua boca sempre que for tossir ou respirar. Logo em seguida, descarte o lenço em um lixo com tampa e lave suas mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Caso não seja possível utilizar água e sabão, utilize álcool gel 70%. Se não for possível utilizar lenço descartável, use toalhas de pano limpas e substitua-as quando estiverem molhadas.


Lave suas mãos com frequência: lave suas mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos especialmente depois de tossir, espirrar, assoar o nariz, ir ao banheiro, antes e depois de comer ou preparar alimentos. Evite tocar seus olhos, nariz ou boca quando suas mãos não estiverem lavadas e procure sempre utilizar água e sabão para higienizá-las. Caso não seja possível, utilize álcool gel 70%. Não compartilhe itens: não compartilhe alimentos, pratos, talheres, copos, roupas, toalhas ou camas com outras pessoas ou pets. Sempre após utilizar qualquer um desses itens, lave-os bem com água e sabão.


Limpe superfícies contaminadas: limpe diariamente superfícies de contato com o paciente, como mesas, maçanetas, utensílios de banheiro, vaso sanitário e cabeceiras. Você pode utilizar sabão ou detergente doméstico para uma primeira limpeza e depois, após o enxágue, deve ser aplicado desinfetante doméstico de hipoclorito de sódio a 0,5% (água sanitária). Geralmente, a água sanitária que compramos no supermercado possui uma concentração de hipoclorito de sódio à 2%. Para obter a concentração de 0,5%, a cada 1 parte de água sanitária, você deve acrescentar 3 partes de água (por exemplo: para cada 3 copos de água, acrescentar 1 copo de água sanitária). Limpar as roupas, roupas de cama, toalhas de banho e de mão do paciente com sabão em pó e água e secar bem. Coloque a roupa contaminada em um saco, não sacuda a roupa suja e evite o contato direto com a roupa e materiais que possam estar contaminados.



Monitore seus sintomas: procure atendimento médico se houver piora da doença (por exemplo, dificuldade para respirar). Lembre-se de ligar para avisar ao serviço de saúde de sua ida e utilizar máscara cirúrgica ao entrar no ambiente e em contato com os profissionais de saúde, sempre que possível. Se você tiver uma emergência médica, ligue 192 para acionar o SAMU e informe o atendente que você é um caso suspeito ou confirmado de coronavírus.




Deixando a quarentena domicilar: permaneça em quarentena durante todo o período recomendado por seu médico. Caso haja dúvidas, entre em contato com o serviço de saúde. O período de isolamento deve ser avaliado caso-a-caso, de acordo com as orientações dos profissionais responsáveis.







Como se proteger da doença?


Até o momento, não existe nenhuma vacina, medicamento ou alimento que previnam a doença. A melhor maneira de se prevenir é EVITAR O CONTATO COM O VÍRUS . Por esse motivo é tão importante evitar aglomerações e adotar boas práticas de higiene. Por ser um vírus que pode ser transmitido com muita facilidade, devemos diminuir a VELOCIDADE com que o vírus se propaga, evitando sobrecarregar o sistema de saúde e fornecendo cuidados adequados para todos que precisarem, principalmente idosos portadores de doenças crônicas. Dessa forma, poderemos reduzir os casos graves associados à doença e sua transmissão."


Atenção! As informações contidas neste material foram elaboradas em 17/03/20 e podem sofrer alterações de acordo com novas recomendações dos órgãos competentes.


Referências (acesso em 17/03/20):

1. Centers For Disease Control And Prevention (CDC). What To Do If You Are Sick. Acesso através do link: <https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/if-you-are-sick/steps-when-sick.html >.

2. Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Atendimento domiciliar para pacientes com suspeita de infecção pelo novo coronavírus (2019-nCoV), que apresentam sintomas leves e manejo de contatos. Acesso através do link: <https://www.paho.org/bra/index.phpoption=com_docman&view=download&slug=atendimento-domiciliar-para-pacientes-comsuspeita-

de-infeccao-pelo-novo-coronavirus-2019-ncov-que-apresentam-sintomas-leves-e-manejo-de-contatos&Itemid=965 >.

3. Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Folha informativa - novo coronavírus (COVID-19). Acesso através do link:

< https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6101:folha-informativa-novo-coronavirus-2019-nco

v&Itemid=875 >.

4. World Health Organization (OMS). WHO recommendations to reduce risk of transmission of emerging pathogens from animals to humans in live animal markets. Acesso através do link:< https://www.who.int/health-topics/coronavirus/who-recommendations-to-reduce-risk-of-transmission-of-emerging-pathogens-from-animals-to-humans-in-live-animal-markets >.

5. Ministério da Saúde (MS), Brasil. Protocolo de Tratamento do Novo Coronavírus (2019-nCoV). Acesso em 17 Mar 2020 através do link: < https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2020/fevereiro/05/Protocolo-de-manejo-clinico-para-o-novo-coronavirus-2019-ncov.pdf >.

6. World Health Organization (OMS). Q&A on coronaviruses (COVID-19). Acesso através do link: < https://www.who.int/news-room/q-a-detail/q-a-coronaviruses >.

7. Quan-Li Long et al. 2019 novel coronavirus patients’clinical characteristics,discharge rate and fatality rate of meta-analysis. Journal of Medical Virology. Acesso através do link: <https://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/jmv.25757 >

8. World Health Organization (OMS). Global surveillance for COVID-19 disease caused by human infection with the 2019 novel coronavirus.. Acesso através do link:

< https://www.who.int/publications-detail/global-surveillance-for-human-infection-with-novel-coronavirus-(2019-ncov) >.

9. Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde (IVIS), Ministério da Saúde (MS), Brasil. Notificação de casos de doença pelo coronavírus 2019 (COVID-19). Acesso através do link: < http://plataforma.saude.gov.br/novocoronavirus/ >.

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