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E a masturbação, faz mal?

Em tempo de quarentena e com a mão como parceria, é importante romper com alguns mitos sobre a masturbação.



Olá pessoal, tudo bem? O isolamento continua sendo pauta da saúde em geral, e o mesmo vale para a saúde sexual. O tema da vez é a masturbação. Ao redor do mundo, sociedades de saúde sexual e departamentos de saúde têm indicado a prática como a melhor forma de manter a atividade sexual e evitar contágio com o COVID19. Países como Itália, Irlanda, Colômbia e até mesmo o Brasil lançaram notas, através de sociedades (ou através do Ministério da Saúde), orientando sua população a praticar a masturbação em casa como uma atividade saudável e recomendada. Mas esse tema geralmente é bastante controverso, pois muita gente apresenta algum tipo de resistência a discutí-lo, por se tratar de um tabu, ou algo que não era ao menos discutido dentro de casa. Pensando nisso, eu trouxe alguns pontos sobre os benefícios e os supostos malefícios da masturbação. Como toda atividade sexual, a masturbação libera endorfinas, que são hormônios responsável pelo prazer. Além disso, as endorfinas causam outros efeitos no corpo, como por exemplo: dimminuição das dores menstruais, melhora a qualidade do sono, dimminui o stress e gera a sensação de bem-estar. Alguns estudos também associam a masturbação (ou a própria atividade sexual) com o aumento de imunoglobulinas. Ou seja, a atividade sexual, mesmo que seja no auto-prazer, pode acabar melhorando o seu sistema imune (todavia, não é verdade que nem o sexo ou a masturbação sejam capazes de gerar imunidade a infecções). Outros estudos, referentes à pessoas que têm pênis/próstata, associam a masturbação, quando realizada numa frequência de pelo menos 5x na semana, com a diminuição do risco de desenvolvimento do câncer de próstata. Em pessoas com vagina/útero, a masturbação está associada com a redução de infecções do trato genital, como cervicites e salpingites. Mas a essa altura do campeonato, com quase 30 dias de quarentena, você provavelmente já deve estar sabendo por prática todos esses benefícios da masturbação e deve estar pensando: Existe algum risco de que eu perca o prazer no sexo, quando puder voltar a práticá-lo com outras pessoas?

E será que com a frequência aumentada da masturbação, corre o risco de eu acabar me viciando nessa prática?

E a resposta é: depende. De fato, toda prática realizada em excesso pode sim levar ao desenvolvimento de algum quadro não-saudável. Todavia, até o momento a masturbação não foi identificada como fator de risco para o desenvolvimento de nenhuma doença. Assim, a prática da masturbação, por si só, não é motivo para preocupação em relação à vício ou dependência. O que muitos estudos apontam é que a masturbação pode ser um dos sintomas de transtornos compulsivos, inclusive do transtorno de Impulso Sexual Excessivo. Nos quadros de Impulso Sexual Excessivo (conhecido também como "Compulsão Sexual", embora esse termo esteja em desuso), além da masturbação outros atos sexuais também são praticados de forma não-saudável. Isso inclui relações sexuais de risco, com frequência fora do habitual, gerando angústia e praticadas por um período de ao menos 12 meses. Nesses casos, a preocupação não é só quanto a masturbação, mas quando a vida sexual como um todo passa a atrapalhar as atividades cotidiadaas, como o trabalho, a interação com outras pessoas ou as próprias atividades diárias. Além disso, fatores como a religião e valores morais sociais são grandes interferências em como é vista a masturbação. Culturas mais conservadoras e/ou religiões mais restritas em relação ao sexo tendem a ver a masturbação como uma prática "suja" e moralmente errada. Assim, muitas pessoas têm um sentimento de culpa ao masturbar-se, ou mesmo evitam fazê-lo.


Por isso, muitas vezes pessoas que se masturbam numa frequência saudável acabam acreditando na possibilidade de vício em masturbção, ou já se considerarem dependentes desta. Em conclusão, a masturbação é uma prática saudáel que permite o auto-conhecimento, produz diversos benefícios à saúde e permite o descobrimento de seus pontos erógenos. Não obstante, tem que ser realizada com parcimônia como qualquer outra atividade sexual. Agora se você se incomoda com o fato de ter interesse em se masturbar, ou pensa que esse ato é repreensivo, seria interessante você buscar o auxílio de algum profissional de saúde sexual pra poder ter orientações em relação à masturbação.

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